segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Cadeira 67 - Rebeca, a mãe de duas nações


O Dr. Venâncio ministrando numa Igreja Evangélica, falando da AELA/MS e de seus patronos.
Cadeira 67 - Rebeca, a mãe de duas nações
Rebeca era filha de Betuel. Este era filho de Naor e sobrinho de Abraão (irmão de Naor). Rebeca tinha um irmão de nome Labão, que se tornou sogro de Jacó (filho de Isaque e neto de Abraão). Desta forma, Rebeca era sobrinha-neta do patriarca Abraão, “o pai da fé”. Em aramaico o nome Rebeca significa “Novilha” (Gênesis 22.20-23).
Rebeca foi dada como esposa a Isaque (filho de Abraão) quando este completou 40 anos de idade. Abraão tomou a decisão de procurar uma esposa para seu filho Isaque depois da morte de sua mulher: Sarah, “a mãe duma multidão”. Sarah morreu com 127 anos de idade, quando morava na cidade de Quiriate-Arba (também conhecida como Hebrom), na região de Canaã. Para sepultar sua finada esposa, Abraão comprou uma grande porção de terra na periferia de Hebrom, e construiu um cemitério particular, ao qual deu o nome de “Campo de Macpela”. Essa terra pertencia a um homem chamado Efrom, que era um dos filhos de Hete. Hete era patriarca duma família muito rica naquela localidade, que tinha muitas porções de terra na região de Canaã. O preço pago por Abraão pela terra foi de 400 siclos de prata (Gênesis 23.1-20).
Ao sentir-se velho e cansado, Abraão desejou que seu filho Isaque assumisse a liderança de sua família. Para isso resolveu enviar o seu administrador (Eliezer, o mordomo fiel) em busca de uma esposa para o seu filho, na região Padã-Harã, próxima da cidade de “UR DOS CALDEUS”, na Mesopotâmia. Era ali que residiam os parentes de Abraão. Para contratar tal casamento, Abraão enviou dez camelos para dar de dote à futura esposa de seu filho, além de muitas peças de ouro e de prata. E, fez várias recomendações a Eliezer sobre a forma como a moça escolhida deveria ser abordada (Gênesis 24.1-14).
Ao chegar às proximidades de UR, e ao dirigir-se a um poço para dar água aos animais, Eliezer encontrou uma linda moça (Rebeca) que pastoreava os rebanhos de seu pai. Ela estava tirando água no poço, e Eliezer pediu-lhe água para beber, no que foi atendido com presteza. Conversando com a moça, Eliezer descobriu que ela era parenta de seu patrão. Daí, ele identificou-se como servo de Abraão, e foi convidado por ela para ir até a sua casa, a fim de conhecer os seus familiares (Gênesis 24.15-33).
Durante o jantar na casa de Betuel, Eliezer expôs a proposta de Abraão, e informou que Rebeca preenchia os requisitos exigidos por seu patrão. Betuel e Labão ficaram satisfeitos com a proposta apresentada, e convenceram aos outros membros da família a aceitarem aquele casamento de parentes próximos. Perguntaram a Rebeca se ela aceitaria aquela proposta de casamento, tendo ela respondido positivamente, pois estaria casando com um primo. Assim, Eliezer entregou para Rebeca todos os presentes que Abraão tinha enviado e fizeram uma grande festa de despedida para Rebeca (Gênesis 24.16-53).
Dias depois, Rebeca partiu em companhia de Eliezer e de alguns criados ao encontro do seu noivo. Este a recebeu com alegria e logo foi celebrado o casamento. Não passou muito tempo, e Abraão também veio a falecer deixando Isaque como seu herdeiro universal. Quando Isaque completou 66 anos de idade, Rebeca engravidou de gêmeos, que lutavam e se mexiam muito dentro dela. Buscando a paz e a harmonia naquele período de gravidez, Rebeca orou  a Deus, e lhe foi revelado que cada um dos gêmeos “seria líder de uma grande nação, e que o maior serviria ao menor” (Gênesis 24.54-67; 25.8-11; 19-23).
Assim, nasceram Esaú (o primogênito) e Jacó. Esaú era ruivo e cabeludo. Por isso lhe chamaram de Esaú-Edom, que quer dizer: “Cabeludo-Vermelho”. Jacó nasceu puxando Esaú pelos pés, tentando suplantar o irmão, buscando nascer primeiro. Por isso lhe deram o nome de Jacó, que quer dizer: “Suplantador”. Com o passar dos anos, Esaú tornou-se um grande caçador e seu irmão Jacó era especialista na fabricação de artesanatos e um exímio cozinheiro. Esaú era o filhor preferido do pai, enquanto Jacó era o querido da mãe. Certo dia, Jacó conseguiu comprar o “direito à primogênitura” de Esaú por um prato de lentinhas. Tempos depois, com a ajuda da mãe, Jacó conseguiu enganar o pai (já velho, cego e enfermo) e dele receber a “bênção profética” no lugar do irmão (Gênesis 25.24-34; 27.1-46).
 Depois de tudo descoberto, Jacó teve que fugir para evitar a fúria do irmão, e foi para a região de Padã-Arã, onde passou mais de 20 anos, se casou, teve quatro mulheres que lhe deram doze filhos e uma filha. Seus doze filhos geraram as doze tribos da nação de Israel (Gênesis 25.24-34; 27.1-46; 29.1-32.26). Seu irmão Esaú também se casou com quatro mulheres cananitas, que lhe deram muitos filhos, que resultaram na nação de Edom e muitos xeques beduínos. Seus descendentes são os atuais palestinos (Gênesis 36.1-43).
Quanto à Rebeca, ficou viúva e veio a morrer anos depois, tendo sido enterrada no “Campo de Macpela”, onde já estavam sepultados seus sogros (Abraão e Sarah), além de seu marido Isaque. Porém, ainda em vida, constatou os casamentos de seus filhos, e das gerações que estavam surgindo através deles, o que demonstrava o cumprimento da promessa de Deus, de que: “ela seria mãe de duas nações” (Gênesis 49.30-32).

Dr. Venâncio Josiel dos Santos - Presidente da AELA/MS